Introdução
Esta espécie divide-se em 2 subespécies: a
Poephila acuticauda acuticauda e
Poephila acuticauda hecki. A primeira localiza-se no Nordeste da Austrália enquanto que a segunda está localizada no Noroeste. A
acuticauda difere da
hecki principalmente na cor do bico, que é amarelo. Na
hecki o bico é vermelho e a cor da plumagem é um pouco mais viva.
Segundo alguns criadores que mantêm as 2 subespécies, a
acuticauda tende em ser menos barulhenta
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| Ave da subespécie acuticauda |
Fonte da foto: http://www.fabulousfinch.com/gouldian-finch-pictures.htm
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Ave da subespécie hecki
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Medida das anilhas: 2,5 mm e 2,7 mm
Comprimento:
Entre 15 a 18 cm
Dimorfismo sexual:
Pouco acentuado. Nas aves clássicas é mais fácil de descobrir pois os machos têm as penas da cauda mais longas e o babete maior. Nas outras mutações estes pormenores podem passar despercebidos. O melhor método é o canto do macho.
Características sociais:
Muito parecido ao Mandarim. Esta espécie tende em ser agressiva
quando se encontra em grandes números, arrancando penas uns aos outros e
causando ferimentos. É bastante territorial em relação ao seu ninho,
podendo destruir posturas, matar crias e ocupar ninhos de outras aves.
Tirando a época da reprodução pode ser alojada em viveiros com outras
aves, em números moderados.
Convém separar os sexos quando não estão a criar para diminuir os níveis de agressividade.
Alimentação:
São aves pouco exigentes, uma mistura para exóticos à base de alpista, espigas de painço e papa são a base para a alimentação desta espécie. Durante a reprodução deve-se dar papa todos os dias e a papa deve ter uma boa dose de proteína. Também pode.se dar germinado, sementes verdes, sementes de ervas (como as que vêm na mistura para fauna europeia ou cardinalitos) e alimento vivo.
Osso de choco sempre à disposição e um comedouro com areia ou grit (facultativo).
Criação
É dos Diamantes Australianos mais fáceis de criar, só o mandarim é mais fácil.
Criam bem em gaiolas de dimensões mínimas de 50 x 30 x 30
(comprimento x altura x largura)
, grande parte das vezes sem ser necessário o recurso a amas. O ideal é terem pelo menos 1 ano de idade para começarem a criar.
Os ninhos mais usados são os do tipo caixa, semiaberta, que forram por
dentro com vários tipos de materiais como fibra de coco, sisal, penas,
ervas ...
Põem ente 4-6 ovos que são chocados por ambos os pais, embora a fêmea esteja mais tempo no choco que o macho, apenas saindo para comer e beber e aí é que o macho entra no ninho. As crias nascem passados cerca de 13 dias de incubação e são alimentadas por ambos os pais até estarem independentes, que normalmente é duas semanas depois de saírem do ninho.
Não têm uma época especifica para criarem.
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| 2 crias clássicas e 2 inos |
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| 2 crias clássicas, 2 castanhas e 1 ino |
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| Casal de babetes de cauda longa com 4 crias, 2 clássicas e 2 isabeis (phaeos). |
Mutações
Castanho
Esta mutação é recessiva ligada ao sexo.
Todas as zonas normalmente negras tornam-se castanhas escuras. A cabeça fica cinzenta mas mais clara que numa ave Clássica.
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| 2 fêmeas castanhas |
Topázio
Mutação autossómica recessiva.
A eumelanina está mais reduzida que na mutação
Castanha. A cor geral é bege ou amarelo torrado.
Esta mutação e a mutação
Phaeo são muito parecidas e eram consideradas a mesma (
Isabel) mas foram separadas devido ao diferente grau de melanina e
oxidação feomelanina presentes. O
Topázio impede parcialmente a oxidação da eumelanina enquanto que o
Phaeo impede totalmente a oxidação da eumelanina.
Phaeo
Mutação autossómica recessiva.
Muito parecida ao
Topázio, difere deste pela cor mais clara, tanto no dorso e cabeça, como no babete e riscas por cima das pernas.
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Phaeo à esquerda e topázio à direita
Foto de Eliseo Zambelli |
Ino
Mutação recessiva ligada ao sexo.
Ave duma cor branco sujo, com o babete castanho muito claro. Olhos vermelhos.
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| Macho ino |
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| Fêmea ino |
Cinzento
Mutação autossómica recessiva.
Ausência de eumelanina e de feomelanina. Ave totalmente cinzenta com babete e zonas melanicas negras.
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| Macho cinzento |
Bico Pálido
Fator de escurecimento
Pensa-se que se trata de um fator de escurecimento em vez de uma "verdadeira" mutação.
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| Fonte: http://www.canaraliaexoticos.com/ |
Malhado
Mutação autossómica recessiva (?).
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| Fonte: Bgould |
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| Fonte: Bgould |
Pérola
Mutação autossómica recessiva (apenas existe na Austrália).
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| Fonte: natamambo |
Ino phaeomelânico
Ave totalmente branca e de olhos vermelhos.
Não se trata duma mutação mas sim duma combinação de 2 mutações:
Ino e
Phaeo (possivelmente também será possível tirar aves com este fenótipo através da combinação
Topázio +
Ino).
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| Fonte: http://www.allevogels.nl/index/index.php |
Isabel Cinzento
Combinação da mutação
Cinzenta com
Topázio.
Esta combinação também pode ser feita com o
Phaeo, o que supostamente irá dar origem a aves com uma cor mais clara e com as marcações menos carregadas.
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| Fonte: http://spitssen.mijn-grasvinken.be/#6.23 |
Cinzento Castanho
Combinação das mutações
Cinzento e
Castanho,
Parecida à combinação de
Cinzento com
Phaeo/
Topázio, mas a côr é menos limpa e o no babete nota-se tons castanhos.
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| Macho |
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Fêmea. Ave e foto pertencentes ao Miguel Sanfélix Vas |
Texto da minha autoria
Algumas informações foram retirados dos seguintes sites:
http://www.amaemg.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=103%3Abavet-cauda-longa&catid=31%3Aartigos&Itemid=50&lang=pt
http://diamaustral16.skyrock.com/
http://www.codalunga.it/