sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Diamante Estrela (Neochmia ruficauda) - criação e genética

Diamante Estrela
Neochmia ruficauda

Medida das anilhas: 2,5 mm

Comprimento: 10 a 11 cm

Distribuição

Norte e Oeste da Austrália.

Distribuição do Diamante Estrela
Existem 3 subespécies:
  • Neochmia ruficauda ruficauda
  • Neochmia ruficauda subclarescens
  • Neochmia ruficauda clarescens 
A subespécie Neochmia ruficauda ruficauda encontra-se bastante ameaçada.


Dimorfismo sexual

Fácil.
Os macho apresentam uma máscara muito maior que a fêmea. Nas fêmeas a máscara não se prolonga muita além da zona dos olhos.

Diamante Estrela Clássico, macho
Diamante Estrela Clássico, fêmea

Características

Os Estrelas são aves pacificas, não importunando outras aves, tanto da sua espécie como de outras.
São bastante ativas e adoram um bom banho, mesmo nos dias frios. Também gostam de apanhar sol.
São aves que já se aclimatizaram ao nosso país, assim sendo conseguem passar os Invernos sem aquecimento desde que se tenha o cuidado de resguardar o local onde estão para que não apanhem correntes de ar e chuva.

Alimentação

Mistura para exóticos, papa, espigas de painço, verduras como couve, nabiças, beldroegas, espinafres e grelos (alface só aconselho no Verão) maçã, cenoura e alimento vivo como bicho da farinha (Tenebrio molitor).
Osso de choco sempre à disposição e um comedouro com areia ou grit (facultativo).

Criação

Para criar esta espécie é preciso uma gaiola com as dimensões mínimas de 50 cm x 30 cm x 30 cm (comprimento x altura x largura).
Os ninhos que usam são os do tipo caixa para exóticos e também os de Canários, tanto abertos como fechados. Os Estrelas costumam ser esquisitos no que toca aos ninhos, motivo pelo qual deve ter-se mais que um tipo de ninho à disposição para que as aves possam escolher.
O material para o ninho costuma ser fibra de côco mas o sisal e ervas secas também servem.
Os Diamantes Estrelas conseguem criar os seus filhos mas na maioria das vezes não o fazem por variados motivos (inexperiência, alojamento inadequado, falta de paciência do criador, etc).
As posturas costumam ser grandes, normalmente 5 ovos e podendo chegar aos 8.
As crias nascem ao fim de cerca de 13 dias.

Mutações

Cabeça Laranja

Mutação recessiva ligada ao sexo.

Macho Cabeça Laranja


Castanho

Mutação recessiva ligada ao sexo.
Esta mutação confunde-se muito com a mutação Castanha, sendo que a maior diferença reside na cor das penas da cauda, que no Castanho se mantém vermelhas e no Pastel ficam cor de rosa.


Fêmea Castanha Cabeça Vermelha


Pastel


Mutação autossómica recessiva.
Comparado com o Castanho, além de ter as penas da cauda mais claras, o verde é mais esbatido em geral.

Diamante Estrela Pastel, macho.

Malhado

Mutação dominante.

Diamante Estrela Malhado, fêmea

Amarelo

Não é uma verdadeira mutação, mas sim uma combinação do Pastel e do Castanho.
Tanto pode ser de Cabeça Vermelha como de Cabeça Amarela.

Diamante Estrela Amarelo Cabeça Vermelha, macho

Texto da minha autoria

Fontes:
http://www.lonchura.com/articulos/mutaciones_ruficauda_2/mutaciones_ruficauda2.html

http://www.environment.gov.au/cgi-bin/sprat/public/publicspecies.pl?taxon_id=26027


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vídeo do meu casal de Freirinhas de Costas Castanhas (Lonchura nigriceps)




Deixo aqui um vídeo do meu casal de Freirinhas nigriceps.
Tinha sido gravado na altura em que elas tinham chegado a minha casa mas só hoje é que me lembrei de o passar para o Youtube.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Bichenovs e Babetes

Deixo aqui algumas fotos dos meus 3 casais de Diamantes Bichenov e de 4 Diamantes Babete de Cauda Longa, ainda a acabar a muda e recentemente adquiridos, juntamente com uma fêmea adulta que já tinha. Queria aves mais velhas mas foi o que se arranjou. Só lá para fins de Março ou inicio de Abril é que os meto a criar













quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Diamante Bichenov (Stizoptera bichenovii)

Introdução

O mais pequeno dos chamados "Diamantes australianos".
Vive no Norte e Este da Austrália e tem 2 subespécies:

Azul: annulosa ; Amarelo: bichenovii ; Verde: zona de junção das 2 populações

  • Stizoptera bichenovii bichenovii - subespécie mais comum e que reside na zona este da área de distribuição. Possui as penas supra-caudais brancas, as pintas brancas nas asas são mais pequenas e é normalmente maior que a outra subespécie. 
Stizoptera bichenovii bichenovii

  • Stizoptera bichenovii annulosa - reside na zona oeste da área de distribuição. As penas supra-caudais são pretas, as pintas brancas das asas são maiores e é mais pequena que a bichenovii.
Stizoptera bichenovii annulosa

 Medida das anilhas: 2,3 mm

Comprimento

De 10 cm a 11 cm

Dimorfismo sexual

Difícil, principalmente com aves com 1 ano. Os macho tendem a ter o branco do peito mais limpo, as marcações da cabeça mais carregadas, assim como as linhas do peito. Nas aves com mais de 1 ano estas diferenças são mais fáceis de observar. O método mais fácil é através do canto do macho.

Macho clássico


Características sociais

Geralmente são aves pacificas embora quando estejam a criar não toleram a presença de outras aves, mesmo maiores que elas, perto do ninho. Também tendem a ser agressivos para aves da mesma espécie, principalmente aves adultas que já criaram (reprodutores), quando são mantidos em voadeiras e começam a ficar com o cio, atacando-se mutuamente, chegando mesmo a ferir-se com gravidade na zona por debaixo do bico. Este tipo de agressões é quase sempre entre aves do mesmo sexo e observa-se principalmente nas fêmeas.

Macho castanho


Alimentação

Mistura para exóticos à base de painços, milho alvo branco e milho japonês (não gostam muito de alpista), papa com uma boa percentagem de proteína e espigas de painço (gostam particularmente do painço vermelho) considero que seja a alimentação base para a reprodução destas pequenas aves australianos. Quando estão a alimentar os filhos também se pode dar alimento vivo, como o bicho da trela/farinha (Tenebrio molitor),  germinado e sementes verdes, embora não seja estritamente necessário.
Na época de repouso e muda costumo fornecer verduras como beldroegas, couve, brócolos e ervas apanhadas no campo como dentes de leão e urtigas. Também comem pepino e maçã mas não em grandes quantidades.
Osso de choco sempre à disposição e um comedouro com areia ou grit (facultativo).

Criação

São aves que, se tiverem a oportunidade para criarem os seus filhotes muitas vezes o conseguem fazer, embora nas primeiras posturas possam deixar morrer os filhos por falta de experiência.
Gaiolas de dimensões mínimas de 50 x 30 x 30 (comprimento x altura x largura) servem para estes pequenos australianos criarem. Preferem as gaiolas apenas com a frente em grade, pois durante o choco costumam ser aves muito nervosas e em gaiolas "abertas" tendem em abandonar o choco mais facilmente. Se não houver disponibilidade para serem alojados em gaiolas apenas com a grade à frente, deve-se tentar camuflar a área da gaiola onde é colocado o ninho, de forma às aves se sentirem mas seguras.
Não são muito esquisitos nos ninhos utilizados, desde que sejam fechados e não os de canário. Utilizam várias materiais para forrarem o ninho, tal como fibra de coco, sisal, ervas, penas, etc.
O ideal é terem pelo menos 1 ano para criarem.
Tal como grande parte dos exóticos, não têm uma época especifica para criarem.

Fêmea castanha com uma cria clássica e 1 híbrido fêmea de mandarim x bichenov criados por ela.


Mutações

Castanho

Mutação recessiva ligada ao sexo.



Malhado



Curiosidades

O nome "Bichenov" deriva do restritivo especifico "bichenovii", assim batizado em honra de James Ebenezer Bicheno, um secretário colonial britânico e botânico amador.